12 dezembro 2017

Sobre a dor e você



Tem um tempo que venho pensando em te escrever. Mas sem muito sucesso. Muitos rascunhos foram feitos. E desfeitos.

Ando me perguntando porque as coisas não são sempre boas pra mim. Ainda escuta a primeira musica que eu disse ser nossa? Fuçando o computador a achei. E doeu. E ouvi-la doeu muito mais do que eu podia imaginar. Voce ainda ocupa um espaço enorme aqui. Mesmo que eu tenha ido embora. Não havia por que ficar. Nosso amor já não era mais tão suficiente pra voce.

Eu penei muito pra vir te escrever algo porque cê sabe, a dor faz isso com a gente. Eu não vou negar, o odio ainda está em mim.  Mas aos poucos eu sigo tentando controlá-lo. Já doeu muito. ainda dói e eu sei, ainda ira doer infinitamente mais porque você sabe, eu te fiz meu cais. Enquanto você quis ser apenas um barquinho navegando.

Não consigo acordar sem me perguntar por que cê quis se tornar mais uma cicatriz? Meu Deus o que eu fiz? E dessa vez ta tão mais difícil deixar sarar. Você não sabe mas desde  que eu tive que partir, eu já não vejo a vida com o mesmo brilho. Cê me fazia ser mais leve. Eu fico revivendo o momento em que tudo caiu sobre mim. E sinto aquela dor começando a invadir cada parte. Aquilo me sobrecarregou.  Partiu meu coração, meu estômago, Minha cabeça. me invadiu e não pude aguentar. - achei que sinceramente, não aguentaria-. Eu te dei a liberdade de escolher entre ir e ficar, e você, escolheu a certa pra você, mesmo sendo a escolha errada ao meu ver.
Pela primeira vez apos a tempestade, eu consegui um pouco de calmaria pra -tentar-, lhe escrever. E então ai vai um pouco do que eu quis te dizer:

- Cê não foi justo. A vida não tem sido justa comigo. Sua falta ainda me assusta. meu corpo ainda sente falta de saber que tinha você. Eu me sinto perdida no meio do oceano, mas olha, não precisa ter pena. Eu sei, eu vou conseguir nadar de volta pro meu cais. Ou me tornar um porto pra alguém.
O que eu faço com todas as lembranças que vira e mexe, invadem minha mente? Eu lembro de quando  cê tentou me ensinar a dançar pela primeira vez. Era noite. Estávamos sozinhos numa rua pouco iluminada. Cê me puxou pra perto e disse "segura minha mão". E eu o fiz. E olha só, cê preferiu me soltar. Lembro de entre uma conversa sobre dor, cê me falar  " como alguém consegue machucar alguém como você?" e você o fez. Irônico, não?

Eu nunca pensei que iria doer TANTO lhe escrever algo. Então é melhor eu parar por aqui. O ano ta acabando e ta foda deletar tudo que nos formou. Eu só queria agradecer por tudo que eu me tornei depois de você. Por ter feito eu aprender a ver as coisas de uma visão diferente.

Me dói saber que eu não pude, mesmo te mostrando que nunca quis podar suas assas, te fazer escolher ficar. Sei que tenho um coração inconstante e amargurado, olhos vagantes e um peso na alma. Mas me fiz leve, por você.
Eu te amo. E por te amar tanto, vou fazer o que quem ama faz: te deixar ser livre. Sentirei sua falta como uma criança sente do seu cobertor. Mas preciso seguir com a minha vida. Grandes garotas não choram.

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