12 abril 2016

Um texto sobre esse tal tempo


-Foto reprodução do tumblr elev-ar
leia ouvindo Say something

Essa semana estive rindo do quão boba eu era. Achava que no fundo, ninguém partia totalmente. Que algo ainda o prendia e percebi que eu te deixei ir. Eu assinei a carta de alforria quando te mandei embora e disse que nunca mais me veria. Que você não foi nada importante e que não doía.
A verdade é que no fundo, doeu. E cada dia foi doendo mais um pouquinho. A verdade é que a gente quando se machuca, precisa aprender tudo novamente. Como se respira -devagar-, ou como se anda. Como se anda sem olhar pra trás.

Decidi escrever isso porque hoje acho engraçado o quanto você me machucou e o quão forte isso me fez. E não se ache incrível por isso. Você não é. No começo doeu e com o tempo foi doendo cada vez menos. Fui voltando a sorrir e a lembrar menos de você. Ou do quanto eu ria das suas idiotices. Rio de pensar que eu nunca mais ia me apaixonar e de ter me trancado pra não deixar isso acontecer. Com o tempo as pessoas foram parando de perguntar por você e lembro-me que na ultima vez que perguntaram, eu gargalhei e disse friamente:
- Não me importa mais. Deixei ir embora e não o quero de volta. -E não doeu.-

Admito. Eu tinha ódio de você ou talvez do quão idiota eu já fui. Porque acreditar que cê era um príncipe foi demais. Quando cê não era nem sapo. Tive raiva de quando você precisou eu estive ali e quando eu precisei, pouco lhe importou.
Sinto raiva de tudo que eu não coloquei pra fora e das lágrimas que eu engoli quando perguntavam se eu estava bem. Porque o que eu queria era chorar.

Agradeço por você ter esperado mais de mim e ter me feito ver que cê não merecia nem o pouco que eu lhe dava. Fomos aquilo que quase deu certo. Seus pais ainda me adoram e acho que sua vó também.

Vejo que o comodismo não foi o culpado. Mas o seu exigir muito de mim sem se doar nem a metade. Com tudo de ruim que houve, não posso apagar as partes boas porque mesmo sem querer, elas ficaram. E creio que vez ou outra, você ainda lembre. -Porque eu não lembro mais-.

Obrigado por ter me feito ver que não adianta estar presa a alguém que não faz mais bem. A valorizar as coisas boas que eu tinha. E quem eu era.
Essa semana constatei o que eu já esperava: você não me atinge faz tempo. Alguém achou teu Facebook -que eu fiz questão de esquecer, assim como teu número- e eu ri ao ver tuas fotos. Eles te zuavam e eu ria de como um dia eu pude gostar de alguém assim. Não sinto mais o ar preso nos meus pulmões toda vez que tocam seu nome. Engraçado como o tempo realmente é a cura.

2 comentários:

  1. que texto lindo! e sim o tempo cura tudo ♥

    www.blogamorarosa.com

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  2. Somos Humanos, Não somos perfeitos!
    Cometemos erros, Tropeçamos, falhamos, Nos machucamos, Nos levantamos novamente, Continuamos aprendendo, Crescendo… E somos gratos por essa oportunidade sem preço chamada vida!

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