14 fevereiro 2015

Não é você, sou eu.



Não é você, sou eu. Sou eu e esse meu bastar-me desde sempre.
Eu e essa minha companhia de mim que me faz transbordar tanto.
Eu e "não precisa mãe, eu sei fazer tal coisa sozinha", quando pequena.
Eu e essa mania de rir sozinha, brincar sozinha e ficar sozinha. Sem problemas.
Quando foi que o mundo começou a achar a solidão um bicho de sete cabeças?
É um bicho de uma cabeça e autossuficiente.
Não consigo me adequar com nós ou laços. Eu gosto do puro, do unitário, sem enfeites e sem disfarces.
Se a vida me fez única, por que essa necessidade de me fundir a outro?
Eu quero difundir pelo mundo tudo que me atravessa, ultrapassa, dói, toda luz que me cruza como caco de vidro.
Não é você e nem ninguém. E nunca será. Sou eu, garoto. Sou eu.

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