16 novembro 2014

Crescer...


 


Há alguns dias, fui fuçar meu diário, e encontrei meu passado. Engraçado, aquela garotinha
era tão meiga. Tão cheia de vida. Confiava em todo mundo. É engraçado. Eu não consigo imaginar que um dia fui aquela garotinha.
Somos Talitas muito diferentes agora. Desde pequena, escrever era a minha forma de fugir da realidade. Você não tem noção do quando aquelas criancinhas "meigas" podem acabar com alguém.
Lembro que eu escrevia -e ainda escrevo- achando que vou me libertar de algum sentimento que venho guardando. Não vou. Não é e nem era tão simples assim.
Eles ficam ali quietos, seja num site ou numa folha de papel, eternizados esperando a próxima pessoa a ler.
Não adianta mentir. Todo mundo sente falta daquela ingenuidade. De as únicas preocupações serem "que horas começa o desenho?" 
As vezes eu acho que eu era mais impulsiva, outras, que eu aprendi a ser mais preservada. A não confiar. O que foi uma pena.
Hoje quando olho pra trás, percebo que ninguém me conhece melhor que eu mesma. 
Meu passado é "meu". Ele sou eu. 
Na primeira vez que achei que fosse morrer de tristeza, meu corpo doía muito. Eu custava a acreditar que aquilo era verdade. Foi pior que qualquer resfriado. Eu vi alguém que nunca existiu -e eu pensava que existia- indo embora. Aquela ingenuidade deu lugar a rancor. E não adianta julgar. Ninguém vai passar pelo que passei ou sentir tudo o que eu senti. É o meu passado. Parte da minha história. Uma parte que com certeza, eu gostaria de esquecer.
O que quero dizer com isso, é que a vida da gente é muito curta pra ficar remoendo magoas. Dói? Dói ainda. E não é pouco. 
Mas eu estou viva, não estou? E vou aproveitar cada segundo dessa minha vida, pra ser feliz -e fazer feliz- aqueles que eu amo. Esses sim são dignos do meu carinho.

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