11 abril 2018

Fotografia: Primeiro book gestante que produzi!



Oi gente! Eai tudo bom?
Há muito muitooo tempo eu contei aqui no blog que o meu sonho era ter uma câmera! Esse inicio de ano eu realizei! (AAAAAAAAAAAAAAA) 
E ai, depois de aprender a usa-lá, convidei uma gestante da minha cidade para que eu a fotografasse! E vim compartilhar o resultado de algumas das fotos a vocês <3 


















Eai, curtiram o resultado? Confesso que estou bem apaixonada <3 Enfim, muita saúde pra mamãe linda e para a Laurinha <3








09 abril 2018

Eu tô de volta!


Por muito tempo deixei de acreditar em mim mesma. Deixei meus sonhos de lado e passei a viver o dos outros. E porque eu tô aqui contando isso?

Porque por esses dias visitei o meu primeiro vídeo la no canal e não pude deixar de ficar "extasiada". Eu era tão ingenua. Tão mais doce. E ao mesmo tempo mal sabia que não tinha sonhos próprios. Eu era o que todos esperavam que eu fosse. Isso é horrível não é?
Eu não tinha opinião própria, não conseguia ficar sozinha. Dependia das pessoas que eu achava serem o que eu precisava. - E elas nunca foram.-

 O que a Talita de hoje tá querendo dizer com esse amontoado de palavra? É simples:
Que a unica pessoa que vai realmente te consolar quando estiver sozinha a noite, quando chorar ou quando cada parte do seu corpo doer, será você. Com o tempo a dor de ter deixado algumas pessoas pelo caminho vai secando. Outras você vai ver que não precisa ter por perto.
Vai se tornar confiante! Aceitar o seu cabelo. Usar seu batom favorito e eu sei, cê vai sair por ai irradiando luz. Uma luz que é só tua.

Eu me redescobri. E desde então venho segurando cada vez mais em mim mesma. Tendo a certeza que não importa quantos digam estar lá por mim. Se me tenho, tenho tudo.


Ps: Mudei a cara do blog! Eai curtiram?

12 dezembro 2017

Sobre a dor e você



Tem um tempo que venho pensando em te escrever. Mas sem muito sucesso. Muitos rascunhos foram feitos. E desfeitos.

Ando me perguntando porque as coisas não são sempre boas pra mim. Ainda escuta a primeira musica que eu disse ser nossa? Fuçando o computador a achei. E doeu. E ouvi-la doeu muito mais do que eu podia imaginar. Voce ainda ocupa um espaço enorme aqui. Mesmo que eu tenha ido embora. Não havia por que ficar. Nosso amor já não era mais tão suficiente pra voce.

Eu penei muito pra vir te escrever algo porque cê sabe, a dor faz isso com a gente. Eu não vou negar, o odio ainda está em mim.  Mas aos poucos eu sigo tentando controlá-lo. Já doeu muito. ainda dói e eu sei, ainda ira doer infinitamente mais porque você sabe, eu te fiz meu cais. Enquanto você quis ser apenas um barquinho navegando.

Não consigo acordar sem me perguntar por que cê quis se tornar mais uma cicatriz? Meu Deus o que eu fiz? E dessa vez ta tão mais difícil deixar sarar. Você não sabe mas desde  que eu tive que partir, eu já não vejo a vida com o mesmo brilho. Cê me fazia ser mais leve. Eu fico revivendo o momento em que tudo caiu sobre mim. E sinto aquela dor começando a invadir cada parte. Aquilo me sobrecarregou.  Partiu meu coração, meu estômago, Minha cabeça. me invadiu e não pude aguentar. - achei que sinceramente, não aguentaria-. Eu te dei a liberdade de escolher entre ir e ficar, e você, escolheu a certa pra você, mesmo sendo a escolha errada ao meu ver.
Pela primeira vez apos a tempestade, eu consegui um pouco de calmaria pra -tentar-, lhe escrever. E então ai vai um pouco do que eu quis te dizer:

- Cê não foi justo. A vida não tem sido justa comigo. Sua falta ainda me assusta. meu corpo ainda sente falta de saber que tinha você. Eu me sinto perdida no meio do oceano, mas olha, não precisa ter pena. Eu sei, eu vou conseguir nadar de volta pro meu cais. Ou me tornar um porto pra alguém.
O que eu faço com todas as lembranças que vira e mexe, invadem minha mente? Eu lembro de quando  cê tentou me ensinar a dançar pela primeira vez. Era noite. Estávamos sozinhos numa rua pouco iluminada. Cê me puxou pra perto e disse "segura minha mão". E eu o fiz. E olha só, cê preferiu me soltar. Lembro de entre uma conversa sobre dor, cê me falar  " como alguém consegue machucar alguém como você?" e você o fez. Irônico, não?

Eu nunca pensei que iria doer TANTO lhe escrever algo. Então é melhor eu parar por aqui. O ano ta acabando e ta foda deletar tudo que nos formou. Eu só queria agradecer por tudo que eu me tornei depois de você. Por ter feito eu aprender a ver as coisas de uma visão diferente.

Me dói saber que eu não pude, mesmo te mostrando que nunca quis podar suas assas, te fazer escolher ficar. Sei que tenho um coração inconstante e amargurado, olhos vagantes e um peso na alma. Mas me fiz leve, por você.
Eu te amo. E por te amar tanto, vou fazer o que quem ama faz: te deixar ser livre. Sentirei sua falta como uma criança sente do seu cobertor. Mas preciso seguir com a minha vida. Grandes garotas não choram.

23 outubro 2017

Mais uma carta, sem amor


Hoje eu percebi que ainda tenho pensado nele. Não com amor. Sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que o tempo finalmente passou. Não  é possível deletar 100% das pessoas que passam por nós. Ele me chamava de morena. Dizia que um dia, aos 19 eu seria um mulherão.

Ele estava certo. Anos depois do nosso fim, eu me tornei um mulherão. Mas um mulherão muito maior do que cê imaginaria. Hoje eu sei o que é amor próprio. Hoje eu não me permito aceitar coisas que me machucam.

As vezes eu sinto curiosidade de saber como cê anda. Se terminou o colegial. Se ainda ama vermelho. Se ainda fica vermelho. Mas não como quem ainda o ama. Porque eu o amei. mas hoje não mais.
Engraçado que quando a gente se machuca parece que não sabemos respirar. Cada pequena parte em você, dói. Respirar dói. Ter amado você branquelo, doeu tanto. E hoje você não passa de memorias.
Eu já fui a que tenta a todo custo apagar tudo. Eu já fui a que teve que ir embora. Eu já fui a que chorou incansáveis noites a fio. Eu já fui a que deseja do fundo do coração que alguém chegasse pra foder com você como cê conseguiu fazer comigo sem hesitar.

Dizem que o tempo cura as coisas. No fundo eu sempre quis duvidar disso. mas não é que havia razão?
Com o tempo eu fui parando de pensar em você. De olhar nossas fotos. Você não imagina mas eu consegui excluir nossas fotos do meu computador -e do coração- muito antes do que pensa. Eu esqueci seu numero. Não lembro mais sua comida favorita. Você ficou no passado e por mais que vira e mexe alguém me lembre você, já não dói. Faz tempo que deixei você ir.

E por que eu tô lhe escrevendo isso? Pra contar que novamente cada parte do meu corpo tá doendo e muito mais do que doeu quando foi com você. Que eu mal consigo respirar. Que não faz ideia do quão difícil tem sido levantar da cama.

Nunca mais o vi depois que foi embora.  Recordo-me que a ultima coisa que me escreveu foi "desejo que seja feliz" e olha, eu fui. Nunca mais nos escrevemos. Não tinha o que dizer. Ou havia? Ah, não sei responder as minhas próprias perguntas. Acho que no fundo sempre resta algo a ser dito. E que eu pretendo lhe dizer agora:

No fundo, eu já não odeio mais você. Eu já não sinto dor ao ouvir seu nome. Quando alguém me pergunta consigo até pronunciar sem sentir um pingo de nada. E isso é tão bom. Passei a desejar que suas escolhas tenham te tornado alguém muito melhor.
Que ter ido embora foi a melhor coisa que você poderia ter feito por mim. No fundo, eu ainda estou tentando novamente me encontrar. E percebi tentando escrever, que ainda não consigo transformar essa nova dor em palavras como fiz com você. Tô aqui costurando meu coração e aprendendo da forma mais dura, a alçar voo solo. Acho que, se torna-se a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.

25 setembro 2017

Sobre a vida e essa necessidade de ser perfeito

Flavia Viana faz post após fim do casamento (Foto: Instagram / Reprodução)

Faz tempo que não venho aqui e escrevo um pouquinho pra vocês. E esse texto nasceu da necessidade extrema de falar. Mesmo que, pra ninguém ouvir.
Volta e meia, a gente se cobra demais. Eu me cobro demais. Meu corpo está pesando. E isso doí TANTO.

Talvez seja o momento, mas ultimamente eu ando pensando demais no que eu vou ser amanhã. E não ter certeza está me matando.
A gente cresce com a obrigação de ser alguém na vida. De ter um super emprego, um salario do caralho e o mais importante: construir uma família.
Eu queria conhecer uma unica pessoa que não esta a beira da depressão por se exigir demais pra agradar todo mundo. Onde foi parar a beleza e a delicia de ser quem se é? Eu não sei. E provavelmente, vocês também não.
Eu me pergunto se iremos mesmo "chegar lá". E se não der? O que vai ser de nós?

Eu mudei bastante. Nos últimos tempos passei por tanta coisa que só conseguir me manter viva, já é o bastante por agora. E o amanhã é tão subestimado.
Eu não quero sentir dor em cada pequena parte de mim. Eu não quero ter que ser quem não sou, pra agradar. Eu não quero mais esconder o que dói. Eu não quero mais ter que parecer bem.
Eu não estou bem. E eu não quero ajuda. Tá tudo parecendo uma corrida e eu estou ficando pra trás. Eu não consigo mais andar tão rápido.
O agora está me matando e eu não sei mais o que fazer. A vida já é estranha o suficiente e eu não preciso de uma dose a mais de ansiedade. Eu só preciso sentir o sol aquecer minha pele pela manhã. Saber que sou importante pra alguém e que não seja puro interesse. Eu só preciso abraçar novamente alguém que amo e me sentir segura. Eu só preciso saber que agora dói. Mas amanhã vai estar melhor.
Eu só preciso continuar viva. O resto eu descubro no caminho. Nunca lidei bem com roteiros.